Resenha – “O Albatroz Azul” de João Ubaldo Ribeiro

Aêêê! Demorou mas chegou a resenha de “O Albatroz Azul”. Confira! =)

 


De autoria de João Ubaldo Ribeiro, um autor baiano membro da Academia Brasileira de Letras desde 1993, O Albatroz Azul conta a estória de Tertuliano, um velho homem de uma ilha-fantasia da Bahia. O personagem começa a perceber que já está ficando velho e que a morte se aproxima. A ambientação da estória do livro se passa em uma Bahia antiga bastante contaminada pela mistura de crenças e fé, típica do povo baiano até hoje. Portanto, um cenário bastante confortável para o autor dissertar com segurança sobre essas características culturais que são identificadas ao longo da prosa.

Tertuliano passa grande parte do livro pensando no nascimento do neto, que todos achavam que seria uma menina. O livro toma então o rumo voltado para o lado espiritual e mostra o personagem principal indicando características certeiras sobre o futuro neto. Não somente um simples neto, como todos os outros que Tertuliano já coleciona. Um neto diferente que pode mudar o rumo da família, incluindo a do avô. A prosa trata ainda sobre o pós-morte do protagonista, Tertuliano, o que pode mexer com as crenças do leitor. Esse é um dos assuntos que mais aguçam a curiosidade de quem está lendo podendo ser chamado de clímax da estória. O leitor pode ler mais rápido os capítulos continuando neste ritmo até chegar ao fim do livro.

A história é interessante, mas a linguagem utilizada pelo autor tira um pouco a atenção do foco principal do livro. Ubaldo dá muitas voltas no enredo e, de vez em quanto, o leitor faz a si mesmo aquela típica pergunta: “Mas por que o livro se chama ‘O Albatroz Azul’ mesmo?”. Essa angústia vai diminuindo quando o autor redireciona o foco da estória para o leitor. A principal dispersão com que o leitor pode se deparar é quando é feito um resgate do passado do personagem principal. Por ser desnecessariamente grande, esse histórico se torna muito desgastante.

Publicado em 2003, no Rio de Janeiro, através da Editora Nova Fronteira, o livro traz 236 páginas recheadas de uma linguagem rebuscada, característica de grandes autores da literatura brasileira. Mas a quantidade de páginas não deve assustar o propenso leitor já que o livro começa a ficar realmente instigante a partir da metade. O valor do livro pode variar. Mas, na média, custa R$ 39,00. Para quem gosta de estórias detalhadas, vai encontrar em “O Albatroz Azul” boas oportunidades de exercitar a criatividade.

Mudança de percurso – O Albatroz Azul

Beem…

A intenção de começar o blog com uma leitura vocífera de Feios para, então, acompanhar a Perfeitos, o segundo livro da série, teve que ser freiada.

Isso porque, na matéria de Jornalismo Opinativo da faculdade fiquei responsável pela leitura do livro O Albatroz Azul, de João Ubaldo Ribeiro.

Lançado pela Editora Nova Fronteira, O Albatroz Azul é um romance, desenrolada em 240 páginas, ao estilo que lembra o Barroco de nossa literatura canarinha.

Ainda estou no início da leitura, não dá para dizer muito mas já posso acrescentar que O Albatroz Azul não é um livro de fácil leitura. Exige tempo e concentração para acompanhar as metáforas e figuras de linguagem que o autor utiliza em grande quantidade.

Comprei este livro, na livraria Saraiva e saiu por R$ 39,00. No submarino, tá mais barato: R$ 29,00 mas aí tem aquela questão do frete + a demora para chegar na minha casa e blá blá blá. Além do mais, o livro é para ser lido durante esta semana…

Esta sinopse está disponível no site do livro:

O albatroz azul é a história de um homem muito velho que, apesar de detentor da sabedoria trazida por todos os seus anos de existência, ainda busca apreender algum sentido na vida, ainda se defronta com os mesmos enigmas silenciosos cuja decifração sempre nos escapou. Tertuliano, o protagonista, sabe que sua morte está próxima e a encara com a mesma serenidade com que vê qualquer outro acontecimento natural. Chega mesmo a ansiar por ela, como um momento de justiça, recompensa pelos males sofridos e, de certa forma, renascimento. O que lhe acontece é revelado no final, mas talvez nem mesmo essa revelação dissipe os mistérios e talvez seja isto que o final queira dizer: nem a vida nem a morte têm explicação ou, se têm, jamais estará a nosso alcance conhecê-la.

Então, é só aguardar que logo mais tem resenha de O Albatroz Azul no blog! 🙂